Diretório de Artistas

Um hino à lusofonia n'O Sol da Caparica

Foi entre os dias 15 e 18 de agosto que a música invadiu mais uma vez o Parque Urbano da Costa Da Caparica. Nesta que foi a 6ªedição d’O Sol da Caparica, o cartaz contou novamente com artistas 100% lusófonos, muitos concertos, vários estilos de música e até novos palcos dedicados à dança e à comédia. Um festival único em Portugal, onde o Diretório de Artistas marcou presença e agora lhe conta tudo o que de relevante por lá se passou. | Por Daniel Pereira

O festival arrancou na quinta-feira. Ainda de dia, mas com o pôr do sol da Caparica prestes a chegar, a inauguração do palco Sagres ficou a cargo dos DAMA. Com um concerto recheado de hits, a banda oriunda de Lisboa rapidamente meteu todos a cantar com temas como “Não Dá”, “Às Vezes”, ou “Tempo Pra Quê”. Tínhamos já visto e ouvido um dos maiores sucessos do universo pop Português quando mais tarde, já de noite, entraria em palco outro fenómeno. David Carreira deu um concerto mais ‘dançável’ com músicas bastante conhecidas do público português tais como “Primeira Dama”, “Cuido De Você” ou a mais recente “Minha Cama”. MC Zuka foi ainda a palco para o tema “O Problema É Que Ela É Linda” e Sara Carreira também, cantando o tema Gosto de Ti, num dos momentos mais bonitos da noite. Mayra Andrade também atuou no palco Sagres, tal como Matias Damásio e Anselmo Ralph, que proporcionou um dos momentos mais estéticos visualmente durante o tema “Única Mulher”. A plateia tornou-se uma autêntica e enorme fonte de luz quando o cantor angolano pediu que cada um acendesse a luz do seu telemóvel. Na parte musical, o espetáculo foi igualmente positiv, com êxitos como “Estás No Ponto”, “Curtição” ou “Não Me Toca”. A noite já ia longa quando Rich & Mendes, dupla de DJs da RFM, encerraram o primeiro dia de Sol Da Caparica.

Era agora tempo de recarregar energias, pois o festival ainda agora tinha começado.


Na sexta-feira, O Sol Da Caparica contou com muita música portuguesa. Luísa Sobral abriu o Palco Sagres com uma atuação perfeita para um final de tarde. Sempre sentada, tocou e contou, fazendo-o a cantar, histórias de amores a desamores tão características do seu reportório. “Xico” foi o aguardado single escolhido para encerrar o concerto. Mais tarde, Carlão deu um concerto cheio de força com muito Hip-Hop (e não só), que encerrou com “Dialetos da Ternura”, dos quase regressados Da Weasel. Mariza também passou pelo palco Sagres para um concerto poderoso como só a fadista sabe fazer. Uma voz inconfundível em temas por todos conhecidos tais como “Ó Gente Da minha Terra”, “Rosa Branca” ou o mais recente single “Quem Me Dera”. Destacamos o concerto de Luís Represas, que mostrou que a idade é apenas um número. Qual estrela de Rock, o cantor Lisboeta apresentou-se com uma juventude imensa descendo até do palco e correndo junto ao público da frontline durante o último tema do seu concerto “125 Azul”. Canções tais como “Feiticeira”, “Da Próxima Vez” ou “Ao Canto da Noite” não faltaram como seria de esperar, pondo todo o Sol Da Caparica a entoar cada verso. Chegando perto do final da noite, houve Seu Jorge para um concerto que foi uma autêntica viagem musical, e ainda o projeto I Love Baile Funk, que continuou no ritmo brasileiro e transformou o Sol Da Caparica numa pista de dança.


Avançando já para a segunda metade do festival, no sábado, que foi o único a esgotar, foram os ritmos urbanos que predominaram. Destacamos o palco Fullest, em que os Supa Squad atuaram ainda de dia e Plutónio já de noite. A dupla composta por Zackyman e Mr. Marley deu um dos concertos mais enérgicos do Sol da Caparica, repleto de surpresas como por exemplo a presença em palco de Djodje para o tema “Desmontar”. A determinada altura, receámos que o público não tivesse mais energia para tantos concertos que ainda viriam, depois de um concerto tão cansativo (no melhor dos sentidos). Mas houve, como foi possível ver durante a atuação de Plutónio. Num dos concertos que proporcionou uma das maiores enchentes no palco Fullest, o rapper do Bairro da Cruz Vermelha mostrou que o Hip-Hop está bem vivo e também puxa massas. A Bridgetown revela-se como uma das labels mais importantes atualmente, devido à qualidade dos artistas a que a ela estão associados. Mishlawi atuou depois no mesmo palco e ninguém saiu do seu lugar. Sendo difícil escolher qual concerto ver, pois havia por vezes horários sobrepostos em palcos diferentes, o palco Sagres contou com Capitão Fausto logo a abrir a tarde, e também Boss AC, Gabriel, o Pensador, Ludmilla, Richie Campbell, e Karetus, que fecharam a noite n’O Sol Da Caparica com um set feito exclusivamente para a ocasião. “Sol da Caparica” dos PESTE E SIDA não faltou, claro.


No Domingo, quarto e último dia de festival, começou cedo, com concertos para os mais pequenos na parte da manhã. Ao entrar da tarde, e prolongando-se até à noite, a música foi sempre eletrónica.  Pelo palco Sagres, único dos palcos que teve concertos, os DJ’s e espetáculos que animaram o Parque Urbano do Sol da Caparica foram Ruben da Cruz, Swag On Experience, Olga Ryazanova, WAO, Pete Tha Zouk e Diego Miranda. Cada um com as suas particularidades musicais e sets diversificados entre si, foi este o caminho para um encerramento de festival a roçar o perfeito.


Esperamos já pela 7ª Edição d’O Sol Da Caparica, que teve data anunciada logo após o encerramento. Entre 13 e 16 de Agosto de 2020 a música volta ao Parque Urbano da Costa da Caparica e o Sol voltará, mais uma vez, a brilhar.

Não perca abaixo retrospetiva em vídeo que conta também com entrevistas exclusivas a vários artistas que atuaram no festival.




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